Tradução (Ben Harper - Walk Away)
Ir Embora

Oh não
Aí vem o sol de novo
Isso significa mais um dia
Sem você minha amiga

E me machuca
Ver a mim mesmo no espelho
E me machuca ainda mais
Ter que estar com um outro alguém

E é tão dificil de fazer
Mas tão facil de falar
Mas as vezes
As vezes, você tem que ir embora
Ir embora

Com tantas pessoas
Para se amar nessa vida
Por-quê eu me preocupo
Com uma

Mas você põe a "felici"
Na minha "dade"
Você põe os bons momentos
Na minha diversão

E é tão dificil se fazer
Mas tão fácil se falar
Mas as vezes
As vezes você tem que simplesmente ir embora
E rumar para a porta

Nós tentamos o Adeus
Tantos dias
Nós andamos na mesma direção
Para que nunca pudéssemos nos separar
Dizem que se você ama alguém
Então tem que libertá-lo
Mas eu preferiria viver preso à você
Do que viver nessa dor e miséria

Dizem que o tempo vai
Fazer com que tudo isso vá embora
Mas foi o tempo que tomou meus amanhãs
E tranformou-os em ontem
E mais uma vez esse sol nascente
Está se pondo
E mais uma vez você, minha amiga
Não pode ser encontrada

E é tão dificil de se fazer
Mas tão fácil de se falar
Mas as vezes
As vezes você só tem que ir embora
Ir embora
E rumar para a porta
Você simplesmente vai embora
Ir embora

:: Postado por Wendy Bombardi às 03h00
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Rainbows And Pots Of Gold

Stereophonics

Composição: Desconhecido

I heard ya doing well
Selling art and everything
I like ya stuff, good for you
I´ll buy a piece or maybe two

Do you ever think of me?
D´ya remember all our stupid dreams?
Rainbows and pots of gold
So much to prove before we got old

I took ya places round the world
I miss ya face sometimes ya know
You took my picture a thousand times
I´ll buy them back´ I don´t mind

I lost my way but found my track
I´m sorry if I never listened back
I´ve been round, I´ve been up and down
And you missed the one we dressed like clowns

How´s ya car? How´s ya life?
How´s my friend? when´s she gonna be your wife?
I´m sitting up writing down
Things I sometimes dream about

I knew ya number off by heart
That´s the only one I liked to talk
It wasn´t me using you
I trusted you one of the few

We had some laughs, had some rows
But in the end the walls came down
You´d like the place I´m living now
It´s a shame you can´t come around

I´ve grown a lot since we last spoke
Got myself together fixed what was broke
I wonder if we´ll talk again
Drink together, just like then

Suppose it´s different, now it´s new
Whoever points the finger at who
I really hope ya happy both of you
And maybe sometimes you miss me too

:: Postado por Wendy Bombardi às 03h51
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Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.

Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo a roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque não era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz

E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o Sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.

Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar no chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
"Se é que ele as criou, do que duvido." -
"Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres."
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.

Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.

E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre.
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E a outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é o de saber por toda a parte ...

Sobre o(a) autor(a):
Fernando Pessoa (1888 - 1935).
A versão na íntegra deste trecho pode ser encontrada nas obras completas de Alberto Caieiro - cap. VIII ou na sua "Antologia Poética" (Lisboa : R.B.A. Editores, 1994, p.124-129).

:: Postado por Wendy Bombardi às 23h46
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'I have this great fear that the moment we were supposed to meet will be thwarted. maybe it already has been. i
I think I saw her on the subway yesterday. I saw her and I thought, 'we were supposed to meet yesterday on the bus.' She was supposed to sit down next to me, spill her soda on me and we were supposed to laugh, make a game of cleaning up, where we touch each other more than neccessary, coincidentally get off at the same stop, get to talking, and then there's the moment where she says, 'Well?' like she feels dumb because we really don't even know each other, but we're talking like old friends. And that's when I realize how excellent she is in every way and we kiss right there in the street. It's a moment we talk about for years later; how we never believed in love at first sight until we met each other.

Instead, some fat man got in the way. She was rushing for the bus and he waddled in front of her. She tried to get around him and spilled the drink she was supposed to spill in my eager lap on his indifferent shoulder and she missed the bus. Which had me on it. With an empty seat next to me, oblivious, thinking about something like the texture of raisins and scraping off the chunk of gum stuck to the seat in front of me.

In fact, I'm sure this is what happened. The whole fiasco probably threw us both way out of whack. And now our paths won't cross again until years later when she's forgotten she's a dyke and she'll move in next door to me and I'll have a painful crush on her. And she'll be sitting on her porch with her boyfriend and she'll wave to me. I'll be getting my mail and I'll get a little lump in my stomach when she waves and I'll trip over my cat and stumble, in a kind of Three Stooges way, and she'll look away like she's embarrassed for me and i'll go Inside and feel really dumb.

And then her boyfriend will think I seem like I would be fun and one morning when we bump into each other in front of my house he'll invite me to a shindig they're having. I'll go and not know anyone and sit in the corner and play with pistachio shells and give each woman there a makeover in my head. 'What if she wore baggy jeans? She'd be really hot if she cut off that perm and stopped giggling so much.' then dream-girl would introduce me to someone. she'll say, 'This is Matt. She's my neighbor.' and I'll say, 'no, actually it's max. it's Max, like 'Where The Wild Things Are.' and I'll walk home saying, 'It's Max. It's Max. My name is Max. We were supposed to meet on the bus two years ago. At this very moment we're supposed to be sitting on our couch together, reading and playing footsie absent-mindedly. My name is Max. I want to borrow your T-shirts and wake you up when I have bad dreams. Burst into a smile when you're fighting me because you're too adorable: Pinch your butt when you're walking up the stairs in front of me. My name is Max. Make up a name that only you'd call me. Make it something you'd be embarrassed to call me in public. Fall in love with me. We were supposed to meet so long ago. We're way behind. I's Max. Max.'

Tradução meia boca minha --
"Eu tenho esse grande medo que o momento que nós deviamos nos conhecer vai ser contrariado. Talvez já foi.
Eu acho que a vi no metrô ontém. Eu a vi e pensei, "nós deveiamos ter nos conhecido ontem no onibus." Ela supostamente ia sentar ao meu lado, derrubar seu refrigerante em mim e nós iriamos dar risada, fazer uma brincadeira de arrumar, onde iamos nos tocar mais do que necessário, coincidentalmente sair no mesmo ponto, começar a conversar, e ai tem aquele momento que ela diz, "então?" como se ela se sentisse boba porque na verdade nós nem nos conhecemos, mas estamos conversando como amigas antigas. E é ai que eu percebo como ela é excelente em toda maneira e nós beijamos bem lá na rua. É um momento que falamos por anos depois; como nunca acreditavamos em amor à primeira vista até conhecer uma a outra.

Em vez disso, um cara gordo entrou no caminho. Ela tava correndo para o onibus e ele balançou na frente dela. Ela tentou desviar dele e derramou o refri que ia derrubar no meu colo ansioso no ombro indiferente dele e ela perdeu o onibus. Que eu estava. Com um um assento vazio do meu lado, sem a mínima noção do que poderia se passar, pensando sobre alguma coisa tipo a textura de passas de uva e raspando os pedaços de chiclete presos ao assento na minha frente.

Alias, eu tenho certeza que foi isso o que aconteceu. O fiasco todo provavelmente jogou nós duas fora do foco. E agora nossos caminhos não vão se cruzar novamente até anos depois quando ela se esqueceu que é lésbica e ela vai mudar aqui do lado e eu vou ter uma paixão dolorosa por ela. E ela vai estar sentada na entrada de sua casa com seu namorado e vai acenar pra mim. Eu vou estar pegando minhas correspondências e vou ficar com uma dorzinha no estomago quando ela acena e vou tropeçar na minha gata e cair, de um jeito tipo Os Três Patetas, e ela vai olhar pro outrolado como se estivesse sentindo vergonha por mim, e eu vou entrar sentindo muito estúpida.

Aí seu namorado vai achar que eu pareço divertida e uma manhã quando nos trombamos na frente da minha casa, ele vai me convidar para uma festinha que eles vão dar. Eu vou e não conhecer ninguém, sentar no canto e brincar com cascas de pistachio e dar a cada mulher uma renovação na minha cabeça. "E se ela usasse jeans largado? Ela seria muito bonita se cortasse esse permanente e parasse de rir tanto." Ai a menina dos meus sonhos vai me introduzir a alguém. Ela vai falar "Essa é a Matt. Ela é minha vizinha." e eu diria, "não, na verdade é Max. É Max, como 'Aonde as Coisas Loucas Estão'". E vou voltar pra casa falando, "É Max. É Max. Meu nome é Max. Nós deviamos ter nos encontrado no onibus dois anos atrás. Nesse exato momento nós deviamos estar sentadas em nosso sofá juntas, lendo e brincando com nossos pés destraidamente. Meu nome é Max. Quero tomar emprestado suas camisetas e te acordar quando tiver pesadelos. Estourar em um sorrisão quando você estiver brigando comigo porque você é muito adorável: Beliscar sua bunda quando você estiver subindo as escadas na minha frente. Meu nome é Max. Cria um nome que apenas você me chamaria. Fazer ele ser algo que você fique envergonhada de me chamar em público. Se apaixonar por mim. Nós deviamos ter nos conhecido a muito tempo atrás. Estamos muito pra trás. É Max. Max.""

Me apaixonei por essa história. Mil vezes. É linda, linda, linda. Triste.
Encontrei no about de uma pessoa do Orkut. Não sei quem escreveu.
Tive que atualizar isso só por causa desse texto.

:: Postado por Wendy Bombardi às 23h27
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"Hegel, um charlatão banal, vácuo, repugnante e ignorante, que mistura insanidade e disparates com uma arrogância sem precedentes, o que os seus partidários transmitem como se tratasse de sabedoria imortal tida como verdade por idiotas... condenou à ruina toda uma geração de intelectuais"
Schopenhauer

 

"É uma verdade incrível como a existência da maior parte dos homens é insignificante e destituída de interesse, vista exteriormente, e como é surda e obscura sentida interiormente. Consta apenas de tormentos, aspirações impossíveis; é o andar cambaleante de um homem que sonha através das quatro épocas da vida, até à morte, com um contejo de pensamentos triviais. Os homens assemelham-se a relógios a que se dá cordae trabalham sem saber a razão. E sempre que um homem vem a este mundo, o relógio da vida humana recebe corda novamente, para repetir, mais uma vez, o velho e gasto refrão da eterna caixa de música, frase por frase, com variações imperceptíveis."
Schopenhauer

:: Postado por Wendy Bombardi às 15h01
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Clarisse

Legião Urbana

Estou cansado de ser vilipendiado, incompreendido e descartado
Quem diz que me entende nunca quis saber

Aquele menino foi internado numa clínica
Dizem que por falta de atenção dos amigos, das lembranças
Dos sonhos que se configuram tristes e inertes
Como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move, não trabalha.
E Clarice está trancada no banheiro
E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete
Deitada no canto, seus tornozelos sangram
E a dor é menor do que parece
Quando ela se corta ela esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer
Uma de suas amigas já se foi
Quando mais uma ocorrência policial
Ninguém entende, não me olhe assim
Com este semblante de bom-samaritano
Cumprindo o seu dever, como se fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente
Nada existe pra mim, não tente
Você não sabe e não entende
E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito
Clarice sabe que a loucura está presente
E sente a essência estranha do que é a morte

Mas esse vazio ela conhece muito bem
De quando em quando é um novo tratamento
Mas o mundo continua sempre o mesmo
O medo de voltar pra casa à noite
Os homens que se esfregam nojentos
No caminho de ida e volta da escola
A falta de esperança e o tormento
De saber que nada é justo e pouco é certo
E que estamos destruindo o futuro
E que a maldade anda sempre aqui por perto

A violência e a injustiça que existe
Contra todas as meninas e mulheres
Um mundo onde a verdade é o avesso
E a alegria já não tem mais endereço
Clarice está trancada em seu quarto
Com seus discos e seus livros, seu cansaço

Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
Mas um dia eu consigo existir e vou voar pelo caminho mais bonito
Clarisse só tem 14 anos

 

 

Essa música é linda. Me deixa triste demais. Não, não me relaciono com a Clarisse. Alias, isso não tem nada a ver. A música toda é belíssima, sem dúvida. Sei lá... se você não conhece, ouça.

:: Postado por Wendy Bombardi às 23h16
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I'm a fake.

:: Postado por Wendy Bombardi às 15h40
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Olha só, acabei de perceber que esse mês todo só falei trash de cristianismo e seu deus. Hehehe
Melhor dar uma cortada nisso aí ...

:: Postado por Wendy Bombardi às 17h18
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“...eu condeno o cristianismo; lanço contra a Igreja cristã a mais terrível acusação que um acusador já teve em sua boca. Para mim ela é a maior corrupção imaginável; busca perpetrar a última, a pior espécie de corrupção. A Igreja cristã não deixou nada intocado pela sua depravação; transformou todo valor em indignidade, toda verdade em mentira e toda integridade em baixeza de alma.”

Nietzsche

:: Postado por Wendy Bombardi às 16h08
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AVESSO
pode parecer promessa
mas eu sinto que você é a pessoa
mais parecida comigo
que eu conheço
só que do lado do avesso

pode ser que seja engano
bobagem ou ilusão
de ter você na minha
mas acho que com você eu me esqueço
e em seguida eu aconteço

por isso deixo aqui meu endereço
se você me procurar
eu apareço
se você me encontrar
te reconheço

Alice Ruiz

:: Postado por Wendy Bombardi às 15h49
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“Nada é tão insuportável ao homem como quedar-se em pleno repouso; sem paixões, sem ocupação, sem divertimento, sem aplicação. Ele sente então o seu nada, o seu abandono, a sua inutilidade, a sua dependência, a sua incapacidade, o seu vazio. Imediatamente lhe crescerá do fundo da alma o tédio, a vileza, a tristeza,o desgosto, o desânimo, o desespero.”
Pascal

:: Postado por Wendy Bombardi às 15h31
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“Quando os oprimidos, espezinhados, violentados, dizem a si mesmos, movidos pela vingativa astúcia da impotência: ‘Sejamos diferentes dos maus, sejamos, precisamente, bons! E bom é todo aquele que não violenta nem fere ninguém, que não agride, que não se desagrava, que deixa a vingança a Deus, aquele que, como nós, se mantém escondido, se desvia de todo o mal e pouco pede à vida, tal como nós, os pacientes, os humildes, os justos’ – isto, se ouvido de modo frio e sem prevenções, não significa outra coisa senão: ‘O fato é que nós, os fracos, somos fracos; é bom que não façamos nada daquilo para o que não somos suficientemente fortes.’” Nietzsche

:: Postado por Wendy Bombardi às 01h25
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Tédio, tédio. Imenso tédio. Desanimo.
Não quero sair daqui, nunca nunca nunca. Não quero ver pessoas, não quero me socializar. Odeio o telefone, tenho pavor quando tocam a campainha. Pessoas me incomodam. Até no cemitério.
Que ótimo, acabei de descobrir o tema da minha redação. Gosto de viver em exclusão social. Não vai ser bem aceito, mas vai ser legítimo. Agora pretendo voltar ao Destoiévski e um toddy quente-quente-quente quase queimando.



Vou deixar isso voltar ao silêncio e esquecimento.

:: Postado por Wendy Bombardi às 19h45
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Apenas Mais Uma De Amor

Lulu Santos

Composição: Lulu Santos / Nelson Motta

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito
Isto de ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz

É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu vou sobreviver...
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

 

 

Mmm. Que música linda. :)

:: Postado por Wendy Bombardi às 06h02
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LOL
Acabei de escrever umas coisas interessantes aqui e a pagina expira. Olha que legal! Tudo da certo!
"E talvez seja melhor assim..." O caralho que é!! Quero meu texto de volta! E do que adianta reclamar se eu vou me conformar daqui uns minutos e deixar isso de lado? Nada né? Então. Toca o foda-se e seja feliz.
Percebi que se eu deixar meu blog quieto por um determinado tempo as pessoas até comentam aqui! Supimpa! Assim parece ser menos abandonado do que é.
Até mais. 

:: Postado por Wendy Bombardi às 18h06
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